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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Metabolismo - Breve esclarecimento


De uma forma genérica, o metabolismo (basal) é o processo pela qual o nosso corpo converte o que comemos em energia para desempenhar as suas funções vitais (por ex. respirar), de forma a sobreviver.
Cada indivíduo possui o seu próprio metabolismo, que é determinado pela sua genética, que pode variar conforme o seu nível de actividade física, peso, idade, sexo, perda e ganho de peso e algumas patologias. Apesar de este ser determinado pela genética, não quer dizer que não possa ser alterado. 

Passemos então à explicação:

Se compararmos o metabolismo a um forno, podemos dizer que quando o metabolismo é rápido, o forno queima o combustível (calorias, comidinha) mais rapidamente, enquanto que um metabolismo mais lento, necessita de muito menos combustível (calorias , comidinha) para manter o seu funcionamento. 
Para aumentarmos o nosso metabolismo devemos aumentar a nossa massa muscular, isto porque o músculo queima muito mais calorias por hora do que a gordura, significando assim que pessoas com uma maior percentagem de massa muscular precisam de mais calorias (comidinha) para manter o seu corpo em funcionamento comparativamente às pessoas que têm uma maior percentagem de gordura.
O nosso metabolismo tende a diminuir com a idade, cerca de 2 a 8 % em 10 anos, mas se o indivíduo fizer exercício e tiver uma boa percentagem de massa muscular isto não irá acontecer de forma tão acentuadamente.
Quando estamos perante um processo de emagrecimento, há consequentemente uma diminuição da ingestão calórica (menos comidinha) e com o passar do tempo, o organismo acomoda-se a esta diminuição, necessitando assim de menos energia para desempenhar as suas funções vitais, diminuindo assim o metabolismo. Daí ser extremamente importante que ao diminuir a ingestão haja um aumento da actividade física, de forma a que haja um maior gasto energético. Logo, dietas muito restritivas e hipocalóricas, que têm valores calóricos a baixo do nosso metabolismo basal, devem ser evitadas, pois promovem um baixo aporte de vitaminas e minerais e  levam à estagnação na perda de peso. É por isso que as perdas de peso devem ser graduais e não excessivas, de forma a ser possível continuar a manter a perda de peso (0,5 a 1 Kg de peso perdido por semana, é o ideal).
É também importante que não fique mais de 3 horas sem comer e que não salte refeições, pois tal como quando há uma excessiva diminuição da ingestão calórica, de forma inteligente, o nosso organismo para sobrevivermos e manter as suas funções vitais como poupador que é, assume que entra em “período de fome” e tende a “guardar” calorias/energia (para as funções vitais).
A rotina alimentar em termos de quantidade (e não variedade) também é muito importante. Comer todos os dias mais ou menos a mesma quantidade, vai fazer com que o seu organismo saiba o que recebe diariamente, podendo confiar em si.  Comer muito num dia e pouco no outro irá fazer com que não haja um padrão alimentar, podendo fazer com que o seu metabolismo fique mais lento (para além de que promove a gordurinha localizada).
Ter um aporte correcto de vitaminas e mineiras, pois estes estão envolvidos nos processos do seu organismo, logo são essenciais para que ele funcione bem. O mesmo acontece com a ingestão de água, já que é um dos principais constituintes do nosso organismo. Se ela não for suficiente, os processos no nosso corpo também estarão comprometidos e o nosso organismo não será tão eficiente.
As proteínas também têm um papel importante, pois também estão envolvidas na maioria dos processos, daí que ingerir só uma peça de fruta a meio da tarde pode não ser o ideal.
Aumente a sua actividade física, de forma a aumentar a sua massa muscular. Qualquer tipo de actividade física a mais no seu dia a dia conta, por isso toca a mexer!
Por último, há alguns estudos que demonstram o papel termogénico de alguns alimentos, como o gengibre, a pimenta caiena, o  chá verde, a canela, o guaraná (não é consensual para todos os indivíduos), logo incorpora-los na sua alimentação pode trazer beneficios extra.




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A Vitamina D ou a Vitamina do Sol




A Vitamina D ou a Vitamina do Sol, como também é conhecida, é principalmente produzida através da nossa pele pela ação dos raios ultravioleta. O facto de ser  principalmente sintetizada através da exposição solar faz com que haja enorme controvérsia no meio científico, isto porque são conhecidos os perigos associados ao excesso de exposição solar sem proteção. Esta vitamina lipossolúvel é extremamente importante para o equilíbrio do nosso organismo e, apesar de ter sido desvalorizada durante algum tempo, devido à sua crescente deficiência em grande parte da população mundial tem ganho, hoje em dia, grande destaque.  Esta vitamina tem como principais funções a promoção da absorção de cálcio e fósforo pelos ossos e dentes, regulação do cálcio plasmático, promoção do sistema imunológico e do crescimento das células, promoção da força muscular, entre outras. À falta de vitamina D estão associadas doenças como o raquitismo em crianças, a osteoporose em adultos, doenças auto-imunes, esclerose múltipla, depressão (principalmente sazonal, que é frequente nos meses em que não existe tanto Sol -  diminuição da síntese desta vitamina), aumento da incidência de neoplasias malignas, doença cardiovascular, diabetes mellitus tipo I, entre tantas outras.
Para se ter o aporte necessário desta vitamina, acredita-se que entre 15  a 20 minutos diários de exposição solar direta, ou seja, sem protetor, poderá ter inúmeros benefícios a nível da síntese de Vitamina D. Para além da exposição solar, esta vitamina também pode ser obtida através da ingestão de alguns alimentos, principalmente de peixes gordos (salmão, sardinha, cavala, atum, entre outros), a gema do ovo, o leite, a manteiga, alguns cereais suplementados ou até mesmo por suplementação vitamínica.
As pessoas que podem estar em maior risco de défice desta vitamina são os indivíduos que têm uma baixa exposição solar, os indivíduos que tem uma pele mais escura, idosos, obesos, indivíduos com excesso de peso, indivíduos que habitem em zonas de latitude elevada, crianças com menos de 1 ano de idade, insuficientes hepáticos e pessoas com problemas de absorção tais como os celíacos.
Relativamente à população portuguesa, apesar de Portugal ser um País bastante solarengo no Verão, que permite que a vitamina D seja armazenada para períodos em que há menos Sol, os níveis não são os desejáveis de forma a cobrir todo o Inverno.
Devido à controvérsia que existe quanto à exposição solar, principalmente devido ao risco de cancro, a suplementação pode ter um papel fulcral. Para isso deve-se sempre recorrer a um profissional da área, pois apesar do risco de intoxicação ser baixo, apenas pessoas que realmente têm défice devem ser suplementadas, para além de que a quantidade diária recomendada varia conforme o sexo e a idade e a auto-medicação é sempre um erro.
Concluindo, o ideal será ter uma exposição solar de 15 a 20 minutos três vezes por semana e não esquecer a importância do protetor solar quando a exposição é mais demorada, consumir regularmente alimentos ricos em vitamina D e assumir que mediante aconselhamento profissional a suplementação também poderá ser uma boa opção.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A chegada das Castanhas




Com a chegada do Outono, chegam as Castanhas quentinhas, assadas ou cozidas.
Crê-se que começaram a ser introduzidas em Portugal, antes da chegada dos Romanos, durante a colonização do seu Império por volta de 2000 anos a.C. , o que foi uma mais valia, já que as castanhas foram em tempos, mais precisamente no séc. XVII, extremamente importantes na alimentação dos portugueses.Devido à escassez, muitas vezes eram as principais substitutas da batata. Eram consumidas em fresco (cruas, assadas ou cozidas), em seco (pilada) ou mesmo em forma de farinha.Eram bastante utilizadas devido à sua capacidade de fornecer energia.
Hoje em dia, a sua utilização é menor, principalmente devido ao seu valor económico. Contudo, é importante que sejam introduzidas na nossa alimentação em quantidades moderadas e nas devidas alturas, devido  à sua riqueza nutricional.
Relativamente à sua geografia, neste momento, os Castanheiros são predominantes na região de Trás-os-Montes devido ao seu clima temperado continental (Inverno bastante frio e Verão quente e seco).
Quanto à sua designação, é um fruto gordo e amiláceo, tal como a noz, a amêndoa e a avelã, bastante rico em hidratos de carbono complexos (cerca de 50%), mas contrariamente às anteriores, contêm um baixo teor de gordura e um elevado teor de água. Também possui elevadas quantidades de fibra e de proteínas de alto valor biológico. Relativamente às vitaminas são ricas em vitamina c, do complexo b e quanto aos minerais, possuem cobre e manganésio. É de salientar o seu poder antioxidante, principalmente devido à constituição em taninos, que poderá ter um importante papel na prevenção de algumas doenças. Devido às suas características terapêuticas, já foi conhecida com o fruto da árvore da saúde.
Por último e como curiosidade, cerca de 100g de castanhas assadas correspondem a 211 kcal,  o que evidência que devem ser consumidas, mas com moderação.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Verão e os problemas da desidratação - Artigo Julho

Com o início do Verão e com o Sol cada vez mais alto é de prever que haja um aumento de temperatura. O termómetro sobe e é observado um aumento da sudação (transpiração), muitas vezes acompanhado de cansaço, letargia, taquicardia, dor de cabeça, irritabilidade, entre tantos outros sintomas que podem estar associados a desidratação. Desta forma, é frequente que se registe um aumento de casos de desidratação, que se caracteriza pela redução hídrica corporal que consequentemente influencia negativamente a nossa homeostasia (equilíbrio) corporal e as suas funções normais.
   As recomendações mais recentes sugerem que em média, um homem saudável em idade adulta, pode necessitar de 13 copos de água por dia (cerca de 3,7 litros) e a mulher de 9 copos de água por dia (cerca de 2,7 litros). Estas recomendações são indicativas, pois vão depender muito do individuo em questão, do clima, da sua actividade física e da própria sudação. Logo é necessário estar alerta e conhecer quais os sintomas associados à desidratação e quais as necessidades médias de ingestão de água.
   As formas mais simples de avaliarmos a nossa hidratação são através da cor da urina, principalmente da primeira urina da manhã (que deve ser o mais clara possível) e o nosso nível de transpiração diário.
As crianças necessitam de uma atenção redobrada, pois esquecem-se facilmente de beber água e no Verão tornam-se muito mais activas, o que aumenta o risco para estas. Para além das crianças, existem outros grupos que merecem muita atenção, tais como as grávidas, as lactantes, os idosos e os desportistas.

Algumas dicas para aumentar o consumo de água:
- Beber um copo de água entre as 5 refeições diárias;
- Aplicações no computador ou telemóvel que nos recordem de beber água;
- Manter uma garrafa de água sempre por perto;
- Utilizar garrafas reutilizáveis (sem ser de plástico) para ir enchendo ao longo do dia. Para as crianças, garrafas com bonecos ou dos seus clubes podem ser extremamente atractivas;
- Adicionar fatias de laranja, limão pepino ou morango para tornar a água mais cativante;
- Ingerir alimentos ricos em água, tais como a melancia, melão ou tomate;
- Não esperar pela sede para beber água;

   De salientar, a importância da ingestão de água para o bom funcionamento dos rins, nomeadamente na libertação de toxinas, lubrificação das articulações e para um óptima saúde da pele. Para além de que o nosso corpo é constituído por cerca de 50 a 75% de água. Sem esquecer o seu importante papel na perda de peso e na regulação intestinal.

Por último, não esquecer que a melhor forma de "matar a sede" é através da ingestão de água.


Artigo de Julho do Jornal de Estarreja

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mirtilos & Melancia - A combinação perfeita

Há muito tempo que não dava atenção a este cantinho.. a ver se com o Verão a energia e o tempo aumentam :).

No fim-de-semana passado fui à feira do Mirtilo (adoroooooo) em Sever do Vouga, escusado será dizer que vim com um carregamento de Mirtilos que vai demorar a acabar (preparem-se para algumas receitas).




O que é o Mirtilo?

É um fruto silvestre conhecido como "o fruto da juventude", muito devido ao seu elevado poder antioxidante, que caracteriza o seu sabor único. Alguns estudos indicam que pode ter um papel importante quanto ao envelhecimento cerebral e na doença de Alzheimer. 

Alguns Benefícios:
Diminui a formação de coágulos sanguíneos
Reforça a memória
Impede a fixação e o desenvolvimento da E. Coli
Prevenção de alguns cancros
Excelente antídoto para a depressão
Reduz inflamações do aparelho digestivo
Regula o transito intestinal
Indicado em dietas para a hipertensão arterial
Tem propriedades anti-inflamatórias
Ajuda a baixar os níveis de mau colesterol (LDL)
Protege a pele
Ajuda na cicatrização

Informação Nutricional

Energia (Kcal)
56
Água (g)
84,3
Proteína (g)
0,68
Lípidos (g)
3,42
Hidratos de Carbono (g)
14,1
Vit. A (ug)
10,0
Vit. E (mg)
1,88
Vit. C (mg)
12,8
Fibra (g)
2,70
Magnésio (mg)
5,0
Potássio (mg)
89,0
Cálcio (mg)
6,0
Fósforo
10,0

Como estamos no Verão e apetecem coisas fresquinhas, aqui fica uma Receita de sumo de Melancia e Mirtilo :

Ingredientes:
1/2 melancia
2 mãos de mirtilos
sumo de limão q.b. ( eu coloquei em gelo, pois como tenho muitos limões vou congelando o sumo durante o ano - o que se torna óptimo no Verão para os sumos e temperos)
2 folhas de hortelã

Basta colocar tudo numa mix e passar tudo. No final, quem gostar, pode passar num coador. Eu prefiro encontrar um ou outro pedacinhos :)

Espero que gostem :)